Vorcaro confessa que Master adquiriu carteiras de R$ 6,7 bilhões sem pagamento e as revendeu por R$ 12,2 bilhões para o BRB

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Operação financeira sob investigação Em depoimento à Polícia Federal, o executivo Daniel Vorcaro detalhou uma transação envolvendo o Banco Master,... The post Vorcaro admite que Master comprou carteiras de R$ 6,7 bi sem pagar e revendidas por R$ 12,2 bi ao BRB appeared first on Produtora de Funk | GR6.

Operação financeira sob investigação

Em depoimento à Polícia Federal, o executivo Daniel Vorcaro detalhou uma transação entre o Banco Master, a empresa Tirreno e o Banco de Brasília (BRB). Segundo seu relato, o Master adquiriu carteiras de crédito da Tirreno por um valor de R$ 6,7 bilhões, sem realizar nenhum pagamento. Poucos dias depois, revendeu os mesmos ativos ao BRB por R$ 12,2 bilhões.

O BRB desembolsou o valor integralmente em espécie, mas a Tirreno não recebeu nenhum pagamento. A delegada responsável pela investigação questionou Vorcaro sobre a origem dos créditos, uma vez que a Cartos, apontada como cedente dos ativos, negou qualquer cessão à Tirreno.

Histórico da Tirreno e questionamentos do Banco Central

Fundada em dezembro de 2024, a Tirreno não possuía histórico de operações e não recebeu o pagamento do Master. Vorcaro admitiu que a compra nunca foi efetivamente concluída, sendo apenas uma promessa de negócio não concretizada. Mesmo após alertas do Banco Central sobre a falta de documentação e os riscos envolvidos, novas negociações foram realizadas.

Um relatório da PF apontou que, após abril de 2025, foram estabelecidos mais 10 contratos entre Master e Tirreno, totalizando R$ 8 bilhões. Em seu depoimento, Vorcaro explicou que pressionava a parceira a apresentar documentação sobre os ativos, apesar de desconhecer a origem real das carteiras vendidas ao BRB.

Envolvimento do BRB e compensações

O depoente afirmou que o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, sabia das inconsistências dos ativos desde maio de 2025. Mesmo assim, as operações seguiram sem que os valores fossem reembolsados ao banco público. A PF constatou que, mesmo após o cancelamento formal do negócio, o BRB não recebeu o reembolso em dinheiro.

Vorcaro declarou que a “devolução” foi feita por meio de trocas contratuais e substituição dos ativos. Parte dos papéis começou a ser negociada diretamente entre BRB e Tirreno, mesmo sem existir um contrato direto entre as instituições até então.

Origem dos recursos e fraude

Segundo Vorcaro, os R$ 12,2 bilhões iniciais eram para carteiras de crédito consignado de alta liquidez. Após suspeitas de fraude, esses ativos foram trocados por papéis de menor liquidez vinculados ao Will Bank, instituição do mesmo grupo do Master, liquidada pelo Banco Central em janeiro de 2025.

Os pagamentos dos tomadores das carteiras continuaram sendo enviados ao Will Bank, que teoricamente repassaria ao Master e, posteriormente, ao BRB – algo que, segundo Vorcaro, nunca aconteceu.

Com informações de Conexaopolitica

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