Caiado expõe Flávio Bolsonaro e questiona trajetória política do senator

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Ex-governador de Goiás atacou adversários em evento em São Paulo e defendeu propostas de segurança que ecoam pautas da direita radical

Na quarta-feira (12), em São Paulo, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), declarou que a ascensão política do senador Flávio Bolsonaro (PL) se baseia na “certidão de nascimento” proporcionada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado.

Durante o evento, Caiado não poupou críticas ao presidente Lula (PT), acusando-o de evitar debates eleitorais. O governador também expressou sua insatisfação com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e apresentou novas propostas para a segurança pública, incluindo a criação de uma força policial sul-americana e a classificação de facções criminosas como “terrorismo doméstico”.

Caiado fez uma afirmação contundente ao dizer que Flávio Bolsonaro construiu sua carreira “em cima da certidão de nascimento”, o que sintetiza suas observações sobre a falta de uma trajetória política independente do senador, mesmo após sua atuação no Senado e durante o governo paterno. Essa declaração surgiu em um contexto onde questionava as experiências dos concorrentes na corrida presidencial.

O governador também direcionou suas críticas ao presidente Lula, alegando que ambos estão fugindo do debate eleitoral. “Isso é uma fuga. Estão batendo em retirada. Ou seja, eles amarelaram diante de um debate que não têm capacidade de enfrentar”, afirmou Caiado.

A crítica se estendeu ao STF, onde o governador expressou que as decisões da Corte geram “perplexidade” e “descrédito” entre os cidadãos. Ele argumentou que, como “guardião da Constituição”, o Supremo deveria preservar o “decoro”, a “relevância” e a “liturgia do cargo”.

Kassab usa humor para criticar Moraes

Gilberto Kassab (PSD), candidato a vice na chapa de Caiado, trouxe um toque humorístico ao lembrar que Alexandre de Moraes foi seu secretário de Transportes na gestão da Prefeitura de São Paulo, quando implementaram medidas impopulares no setor, como restrições à circulação de caminhões. “E, pra azar deles, o meu secretário de Transportes era o Alexandre Moraes”, comentou Kassab, provocando risadas na plateia.

Ao final do evento, Caiado ampliou suas propostas voltadas à segurança pública. Ele defendeu a criação de uma legislação para classificar facções criminosas como “terrorismo doméstico” e anunciou planos para instituir a Sulpol, uma força policial sul-americana destinada à integração das ações de inteligência e segurança entre o Brasil e seus países vizinhos.

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