Eduardo Bolsonaro quebra o silêncio após um ano e nega conhecimento sobre acusação que resultou em condenação

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No auge do cinismo e adotando uma narrativa que desafia a realidade dos fatos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, cassado e atualmente completando um ano e meio de uma espécie de “autoexílio” nos EUA, reapareceu publicamente para se fazer de vítima do sistema judiciário brasileiro. Em entrevista concedida à Jovem Pan News, logo após a confirmação de sua condenação […]

Em um movimento que exibe uma narrativa distorcida da realidade, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado cassado que vive nos Estados Unidos há aproximadamente um ano e meio, voltou a se manifestar publicamente, apresentando-se como uma vítima do sistema judiciário brasileiro.

Durante uma entrevista à Jovem Pan News, logo após a confirmação de sua sentença de quatro anos e dois meses de prisão, ele argumentou que foi surpreendido por uma decisão supostamente secreta.

“Estou em exílio porque não posso voltar ao meu país… Estou supostamente sendo condenado em um processo, segundo relatos da imprensa, sem sequer ter sido citado… Isso fere qualquer norma constitucional e de direito processual penal internacional […] A corte eleitoral também irá validar um processo no qual não fui citado, onde desconheço a acusação e não tenho como me defender?”

No entanto, essa afirmação perde força quando analisamos o histórico do caso. A acusação que resultou em sua condenação, relacionada à intimidação ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso seu pai fosse responsabilizado pela tentativa de golpe de Estado, nunca foi um fato encoberto. Pelo contrário: o processo ocorreu de maneira transparente, sendo amplamente divulgado nas principais mídias e nos debates públicos por muitos meses.

A tática do esconde-esconde no âmbito institucional

<pA afirmação de que “não foi citado” ignora o esforço considerável realizado pelo Judiciário ao longo de vários meses. O STF fez diversas tentativas para encontrá-lo e garantir que ele recebesse a citação oficial.

Todas as comunicações judiciais foram enviadas repetidamente para os endereços conhecidos dele. Mesmo durante seu período como deputado, antes da cassação, as notificações eram entregues diretamente em seu gabinete em Brasília.

A resposta de Eduardo? Um completo silêncio. O ex-parlamentar optou por uma estratégia consciente de ignorar as notificações e não contratar um advogado para representá-lo legalmente, acreditando que essa abordagem de “desconhecimento oficial” poderia paralisar o processo.

Diante da sua recusa sistemática em se defender adequadamente, o andamento legal prosseguiu para evitar a impunidade: ele acabou sendo representado formalmente pela Defensoria Pública da União (DPU), que assegurou a defesa jurídica necessária conforme estipulado pela lei.

Agora, após sua condenação e sem argumentos substanciais para contestar as evidências apresentadas contra ele, Eduardo Bolsonaro busca o espaço das redes sociais e entrevistas internacionais para alegar desconhecimento sobre um processo do qual ele mesmo tentou se esquivar durante todo esse tempo.

 

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