Na quarta-feira, dia 15, uma nova pesquisa realizada pela Genial/Quaest foi divulgada, abordando diversas questões sobre a opinião dos brasileiros. O estudo analisou a administração do presidente Lula, seu desempenho frente aos pré-candidatos à presidência e as principais preocupações da população em abril de 2026.
A seguir, confira os detalhes coletados pela Revista Fórum:
Confronto entre Lula e Flávio – pesquisa presidencial Quaest
A pesquisa revela um panorama de empate técnico em um possível segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), senador pelo Rio de Janeiro.
Segundo os dados obtidos, Flávio Bolsonaro apresenta 42% das intenções de voto, enquanto Lula alcança 40%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, ambos estão em situação de empate técnico. É a primeira vez que o senador aparece numericamente à frente do atual presidente nesse contexto. Na pesquisa anterior, divulgada em março, ambos estavam com 41%, e em fevereiro, Lula tinha 43% contra 38% do parlamentar.
Lula frente a Caiado e Zema
O levantamento também incluiu outros potenciais concorrentes ao cargo presidencial. Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás que recentemente anunciou sua pré-candidatura ao Planalto, obteve 35% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 43% de Lula.
Outro nome testado foi Romeu Zema (Novo), que deixou o governo de Minas Gerais para focar na campanha presidencial. Ele recebeu 36% das intenções de voto, enquanto o presidente alcançou 43%. Na pesquisa anterior, a diferença era maior: Lula tinha 44% contra 34% de Zema.
Aprovação do governo Lula segundo a Quaest
O levantamento aponta que 52% dos participantes não aprovam o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse percentual é superior ao registrado em março, quando a reprovação estava em 51%, já considerada uma das mais altas desde setembro de 2025.
A proporção da população que considera positiva a administração federal atingiu 43%, uma leve queda em relação aos 44% do mês anterior.
Apesar desse cenário desfavorável, o presidente do PT ainda conta com um apoio significativo entre seus grupos tradicionais: moradores do Nordeste, pessoas mais velhas e cidadãos com menor renda.
A questão do endividamento
Novos dados coletados pela pesquisa Quaest indicam que o endividamento continua sendo uma preocupação crescente nas famílias brasileiras. Comparando com março de 2022, a porcentagem de entrevistados que relatam ter alguma ou muitas dívidas aumentou de 65% para 72%, enquanto apenas 28% afirmam não ter dívidas.
“O endividamento continua afetando um número elevado de brasileiros”, observa Felipe Nunes, cientista político e CEO da Quaest. O índice daqueles que relatam ter poucas dívidas cresceu de 33% para 43%, enquanto os que afirmam ter muitas dívidas caiu de 32% para 29%.
Aumento dos preços dos alimentos
A queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser atribuída principalmente ao aumento nos preços dos alimentos e à percepção da perda do poder aquisitivo, conforme indicado pela Quaest.
Felipe Nunes resumiu esse diagnóstico ressaltando a importância da alimentação na vida cotidiana dos eleitores.
“O fator principal dessa deterioração parece ser o aumento nos preços dos alimentos. A porcentagem daqueles que percebem alta nos preços saltou de 59% para 72% no último mês”, declarou o pesquisador.
O supermercado se tornou um ponto crucial nessa questão. De acordo com os dados da Quaest, 88% dos entrevistados notaram elevações nos preços dos alimentos no mês anterior. Simultaneamente, 81% afirmaram que o poder aquisitivo familiar está inferior ao registrado há um ano. Essa experiência direta nas compras diárias contribui para explicar o desgaste político enfrentado pelo governo.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09285/2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com idade igual ou superior a 16 anos entre os dias 9 e 13 de abril, por meio de entrevistas presenciais realizadas em todo o Brasil. O nível de confiança é estimado em 95%.




