A reunião teve início por volta de 12h no Palácio da Alvorada e se estendeu por aproximadamente quatro horas.
Segundo informações obtidas, Dario Durigan faria uma apresentação inicial abordando a situação atual da economia e as medidas que sua equipe está avaliando para assegurar o cumprimento das metas fiscais e a continuidade dos programas sociais.
Estavam presentes, além de Durigan, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e os ministros Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), além dos ex-ministros Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Guido Mantega, e os economistas Luciano Coutinho, Eduardo Moreira e Laura Carvalho.
Na sua fala, Durigan iria expor as propostas em análise, que devem incluir o aumento do contingenciamento de gastos e restrições ao crescimento das despesas obrigatórias, como nas áreas de saúde e educação, sem redução nos orçamentos.
De acordo com pessoas próximas a Durigan, a meta é realizar um ajuste fiscal sólido e gradual, que possibilite a redução da taxa de juros e a manutenção das políticas sociais a longo prazo do governo Lula.
Em entrevista, ele optou por não criticar a decisão do Copom, que decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes.
“Não farei comentários valorativos, mas a taxa de juros no Brasil é elevada; nossa tarefa no governo Lula 4 é criar as condições estruturais e os estímulos adequados para reduzir essa taxa”, declarou o ministro.
Críticas de petistas à decisão do Copom
A reunião ocorre em um contexto de críticas de petistas ao Banco Central em relação aos altos juros, com apelos por mudanças na política monetária.
Ademais, eles se opõem a um ajuste fiscal severo. O mercado, por sua vez, aguarda a divulgação de medidas de contenção de despesas pelo governo.
Segundo um banqueiro, o mercado não deseja um “tesouraço”, como foi prometido por Flávio Bolsonaro, mas sim um plano viável e consistente que vise a diminuição do crescimento das despesas para garantir a estabilidade econômica.
Caso contrário, alerta o banqueiro, o país poderá enfrentar crescimento lento, escassez de recursos para programas e pressões inflacionárias.




