Iniciativa oferece novas chances de qualificação para mais de 50 mulheres

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Festa de encerramento reuniu artesãs formadas pelo programa e celebrou seis meses de qualificação, empreendedorismo e fortalecimento da economia criativa feminina Quem passou pela Rua Professor Flaviano de Melo, no centro de Mogi das Cruzes, no sábado (11), pôde testemunhar o que acontece quando um coletivo de mulheres se une em torno de um objetivo […] O post Projeto transforma capacitação em oportunidade para mais de 50 mulheres  apareceu primeiro em A Semana.

A cerimônia de encerramento do projeto reuniu artesãs formadas e celebrou um semestre dedicado à qualificação, ao empreendedorismo e ao fortalecimento da economia criativa feminina.

No último sábado (11), a Rua Professor Flaviano de Melo, localizada no centro de Mogi das Cruzes, tornou-se o cenário de uma celebração significativa. O evento demonstrou a força de um grupo de mulheres que se uniu em prol do desenvolvimento profissional e econômico. A festividade contou com a apresentação da DJ SENSITAI e um show da cantora Sté Oliveira, marcando o fechamento do Projeto Feiras de Artesanato Tradicional e Capacitação Profissional para Mulheres da Região do Alto Tietê.

Este projeto foi desenvolvido por meio do Termo de Execução Cultural nº 891/2025, dentro do Edital Fomento CultSP – PNAB nº 17/2024 – que visa o fortalecimento dos saberes e fazeres artesanais. Ele é parte integrante da programação da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo e foi financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc para Fomento à Cultura (PNAB).

As atividades iniciaram em janeiro deste ano com a abertura das inscrições para cursos de capacitação. Um total de trinta artesãs da região foi selecionado para participar das oficinas, que abordaram temas como formalização como Microempreendedor Individual (MEI), educação financeira voltada para mulheres empreendedoras, uso de mídias sociais e vendas online através do Instagram e WhatsApp, produção de vídeos curtos para Reels com celular, fotografia usando smartphones, criação de identidade visual no Canva e aplicação do ChatGPT no empreendedorismo criativo.

Nataly Santos, uma das idealizadoras do projeto, compartilha sua visão: “A Ciranda começou como um sonho, um espaço para que mulheres pudessem se encontrar, aprender juntas e redescobrir a força do trabalho colaborativo. Mais que um simples projeto, tornou-se parte da minha trajetória pessoal e minha compreensão sobre cultura, trabalho e transformação social. Durante essa jornada, enfrentamos desafios; produzir cultura independentemente demanda dedicação e coragem. Contudo, cada oficina realizada e cada mulher que descobriu seu potencial na Ciranda demonstraram que todo esforço valeu a pena.”

Ao longo dos seis meses do projeto, as participantes receberam mentoria individualizada. Foram realizados 12 encontros online com cada artesã, totalizando 360 sessões personalizadas. Além disso, as participantes tiveram a chance de aplicar os conhecimentos adquiridos em três feiras de artesanato. Nas duas primeiras edições, as expositoras se revezaram; já na Feira de Encerramento realizada no dia 11, todas as formadas pelo projeto estiveram presentes. Para facilitar a participação nos eventos, as participantes também receberam uma ajuda financeira.

Cerca de 55 mulheres foram impactadas diretamente pelos recursos disponíveis na iniciativa. Isso inclui não apenas as artesãs beneficiárias mas também integrantes da equipe técnica, mentoras e assistentes envolvidas nas oficinas, além de profissionais encarregadas da recreação infantil e artistas convidadas. Essa ação promoveu o fortalecimento da economia criativa e do empreendedorismo feminino na região.

“Testemunhar o crescimento das artesãs em autonomia financeira e autoestima foi a maior recompensa dessa experiência. A Ciranda também me transformou como produtora cultural; aprendi a lidar com maiores responsabilidades e entendi que construir redes solidárias é um ato essencial. O apoio recebido através dos investimentos públicos possibilitou ampliar nosso impacto ao proporcionar formação e oportunidades visíveis para as mulheres do Alto Tietê. Mais que executar um projeto específico, tivemos a chance de fortalecer uma comunidade que acredita na cultura como ferramenta transformadora”, celebra Nataly ao refletir sobre os resultados obtidos.

“O fim deste projeto não significa o término da Ciranda; ela continua viva nas experiências compartilhadas e nas conexões feitas entre nós. Seguimos comprometidas em promover autonomia e esperança para muitas outras mulheres”, conclui.

Ana Paula do Amaral, também idealizadora da iniciativa, expressa sua satisfação com os resultados: “A avaliação é extremamente positiva. As trinta mulheres beneficiárias expandiram seus conhecimentos e puderam aplicar suas novas habilidades durante as feiras. Para algumas delas, a última feira funcionou como uma espécie de ‘TCC’, integrando formação teórica com experiência prática na comercialização. Este projeto foi crucial para o fortalecimento do Coletivo Ciranda; conseguimos cumprir metas com qualidade, superar desafios e demonstrar nossa capacidade técnica. A experiência fortaleceu ainda mais nossa equipe feminina nas áreas de produção, comunicação e design.” Ana Paula ressalta também a grande demanda por ações voltadas à formação feminina no Alto Tietê: “O recurso público foi fundamental para transformar nossos conhecimentos em ações concretas que beneficiem as participantes.”

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