Planta da Exxer participou de simulação de ataque a ambiente industrial 4.0
Uma tecnologia desenvolvida pela Exxer, empresa instalada em Santa Rita do Sapucaí, no Vale da Eletrônica, foi utilizada nas atividades do Guardião Cibernético 8.0, exercício de defesa cibernética coordenado pelo Exército Brasileiro, por meio do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber). A ação aconteceu entre os dias 21 e 25 de setembro, na sede em Brasília, e contou com atividades simultâneas em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Recife, Manaus e Belém
A planta de Indústria 4.0 da Exxer integrou uma atividade realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo. O espaço recebeu uma experiência imersiva que simulou o impacto de uma ameaça cibernética sobre uma planta industrial 4.0. Segundo o CFO da Exxer, César Alckmin, a SMART 4.0 foi escolhida por reunir recursos de cibersegurança e integração entre Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia da Automação (TA), permitindo simular ataques e estratégias de defesa em um ambiente industrial controlado.
Essa participação colocou uma solução desenvolvida por uma empresa associada ao Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica – SINDVEL, em um exercício que reuniu instituições públicas e privadas para testar a capacidade de resposta a ameaças cibernéticas. A iniciativa ocorreu em meio à crescente preocupação internacional com os impactos da evolução tecnológica sobre a segurança. Em 23 de setembro, o Conselho de Segurança da ONU debateu os riscos do avanço da inteligência artificial para a segurança internacional, reforçando a necessidade de cooperação diante de novas ameaças digitais.
A programação envolveu setores estratégicos como energia, transporte, recursos hídricos, comunicações, biossegurança e economia. A edição deste ano reuniu cerca de 1.300 participantes, 300 organizações e representantes de 14 países.
De acordo com o Ministério da Defesa, o treinamento utilizou simulações construtivas e virtuais para reproduzir situações de ameaças digitais capazes de comprometer serviços essenciais à sociedade. Também foram aplicados planos de contingência e procedimentos voltados ao enfrentamento de incidentes cibernéticos complexos e coordenados.
DNA DO VALE DA ELETRÔNICA – A SMART 4.0, linha à qual pertence a planta utilizada na simulação, foi desenvolvida pela Exxer para o ensino de tecnologias da Indústria 4.0. A solução integra hardware e software, reunindo recursos como robótica colaborativa, visão computacional, Internet das Coisas Industrial, computação em nuvem, cibersegurança, sistema de gestão da produção (MES) e gêmeo digital. A empresa define a SMART 4.0 como um laboratório que reproduz uma fábrica automatizada e digitalizada.
A bancada também está presente em unidades do SENAI em diferentes regiões do Brasil, onde é utilizada na formação profissional em Indústria 4.0. Por simular uma indústria 4.0 em ambiente controlado, a SMART 4.0 permite reproduzir situações de ataque e defesa cibernética.
Para o presidente do SINDVEL, Roberto de Souza Pinto, ter uma tecnologia dessa natureza, desenvolvida no Vale da Eletrônica, participando de uma iniciativa voltada à proteção cibernética de setores estratégicos demonstra a capacidade do polo de transformar conhecimento em soluções para desafios de relevância nacional.
“É um grande orgulho saber que parte dos equipamentos que foram utilizados nessa importante operação são produzidos aqui no Vale da Eletrônica”, concluiu o presidente.




