Atualização do Corpo de Bombeiros estabelece novos critérios de segurança para estações de recarga e aumenta a atenção sobre a infraestrutura elétrica de prédios, estacionamentos e empreendimentos comerciais
O avanço dos carros elétricos no Brasil começa a provocar mudanças também na infraestrutura dos edifícios. Em São Paulo, condomínios, empresas, estacionamentos e prédios comerciais precisam observar novas exigências relacionadas à instalação de estações de recarga para veículos elétricos.
A mudança ocorreu com a atualização da Instrução Técnica nº 41 (IT-41) do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Publicada por meio da Portaria nº CCB-003/970/2026, de 17 de março de 2026, a atualização passou a incluir requisitos específicos para os chamados Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos (SAVE).
Na prática, a regulamentação reforça que instalar um carregador para veículo elétrico vai além da simples disponibilização de uma tomada na garagem. O sistema precisa considerar projeto elétrico, dispositivos de proteção, documentação técnica, sinalização e procedimentos de emergência.
Nova regra acompanha crescimento da mobilidade elétrica
Com o aumento da frota de veículos elétricos e híbridos, cresce também a necessidade de pontos de carregamento em condomínios residenciais e empreendimentos comerciais.
O SAVE compreende não apenas o carregador, mas toda a infraestrutura necessária para fornecer energia ao veículo com segurança.
A nova versão da IT-41 estabelece critérios relacionados à responsabilidade técnica pela instalação e determina a observância de normas como a ABNT NBR 5410, a ABNT NBR 17019 e a ABNT NBR IEC 61851-1.
Também é necessária a documentação de responsabilidade técnica correspondente ao serviço, como ART ou RRT, conforme o profissional responsável.
Tomadas comuns e improvisações entram no radar
Um dos principais pontos da atualização está relacionado à forma como os veículos são carregados dentro das edificações.
Soluções improvisadas, como extensões, adaptadores ou instalações elétricas sem dimensionamento específico, não devem substituir uma infraestrutura desenvolvida para suportar a recarga de veículos.
Isso ocorre porque o carregamento pode manter uma demanda elétrica significativa durante várias horas. Em um condomínio, o impacto se torna ainda maior quando diferentes veículos são conectados simultaneamente.
Por esse motivo, os circuitos precisam ser dimensionados de acordo com as características da edificação e contar com os dispositivos de proteção previstos pelas normas técnicas aplicáveis.
Desligamento de emergência passa a fazer parte do planejamento
A IT-41 também estabelece requisitos relacionados ao desligamento manual de emergência dos sistemas de recarga.
O mecanismo permite interromper a alimentação elétrica dos SAVE diante de uma situação de emergência, facilitando a atuação dos responsáveis pelo empreendimento e das equipes de atendimento.
A identificação e a sinalização dos equipamentos também fazem parte dos cuidados previstos.
Com isso, o projeto das estações de recarga passa a ser analisado não apenas do ponto de vista da disponibilidade de energia, mas também da segurança operacional do edifício.
Condomínios precisam pensar além do primeiro carregador
Para condomínios, um dos principais desafios está na expansão da demanda.
Um edifício que atualmente possui dois moradores com veículos elétricos pode, em poucos anos, precisar atender dez, vinte ou mais automóveis.
Instalar pontos de forma isolada, sem planejamento da infraestrutura geral, pode resultar em limitações de capacidade e na necessidade de novas intervenções no sistema elétrico.
Por isso, empresas especializadas no segmento passaram a desenvolver projetos que consideram tanto a demanda atual quanto futuras ampliações.
A Zuuz Mobilidade Elétrica, que atua com infraestrutura de recarga para condomínios, empresas, estacionamentos e edifícios comerciais, trabalha com projetos desenvolvidos a partir da avaliação da estrutura elétrica existente e das características de cada empreendimento.
A proposta é permitir que a instalação seja ampliada conforme aumenta o número de veículos elétricos, evitando que toda a infraestrutura tenha de ser reconstruída a cada nova etapa.
Prédios antigos também podem receber estações de recarga
A idade do edifício, por si só, não impede a implantação de carregadores.
Em empreendimentos mais antigos, porém, a análise técnica tende a ganhar ainda mais importância. É necessário verificar a capacidade elétrica disponível, quadros de distribuição, plantas, características do estacionamento, demanda do prédio e possíveis caminhos para levar energia até as vagas.
A Zuuz Mobilidade Elétrica realiza esse levantamento antes da definição do projeto, permitindo identificar quais adaptações serão necessárias para implantar a infraestrutura e quais alternativas podem facilitar futuras ampliações.
Entre as possibilidades estão sistemas modulares, gestão individualizada do consumo e balanceamento de energia, que ajudam a administrar a demanda entre diferentes veículos conectados à rede.
Gestão de energia ganha importância
À medida que aumenta o número de carregadores, simplesmente disponibilizar potência para todas as vagas pode se tornar inviável em determinados empreendimentos.
Soluções de gerenciamento permitem controlar a energia utilizada pelos carregadores de acordo com a capacidade disponível no edifício.
A Zuuz Mobilidade Elétrica utiliza, entre suas soluções, recursos de gestão inteligente da recarga, balanceamento dinâmico de energia, monitoramento do consumo e expansão modular.
Em determinadas aplicações, a empresa também trabalha com tecnologia de barramento blindado, solução que pode facilitar a distribuição elétrica e a ampliação futura dos pontos de carregamento.
IT-41 não deve ser analisada isoladamente
A adequação de uma estação de recarga envolve um conjunto de normas.
Além da IT-41 do Corpo de Bombeiros de São Paulo, os projetos precisam considerar normas brasileiras de instalações elétricas, requisitos específicos para alimentação de veículos elétricos, orientações das distribuidoras de energia e demais regras aplicáveis a cada edificação.
Antes de iniciar uma instalação, portanto, é necessário avaliar fatores como capacidade elétrica, quantidade de vagas, número estimado de veículos, circuitos, sistemas de proteção, desligamento de emergência, sinalização e documentação técnica.
Mobilidade elétrica muda planejamento dos edifícios
A atualização da IT-41 evidencia uma transformação que tende a fazer cada vez mais parte da rotina de síndicos, administradoras, construtoras e empresas.
A discussão deixa de ser apenas sobre onde instalar um carregador e passa a envolver como os edifícios poderão suportar uma quantidade crescente de veículos elétricos de forma segura.
Nesse cenário, planejamento e possibilidade de expansão se tornam pontos centrais. A infraestrutura implantada hoje precisa considerar não apenas os veículos que já estão na garagem, mas também a demanda que poderá surgir nos próximos anos.
Para condomínios e empresas de São Paulo, a nova realidade coloca a recarga veicular definitivamente entre os temas que precisam ser considerados no planejamento da infraestrutura elétrica dos empreendimentos.




